Lobisomem Senhor dos Lobos
Clan:
Descrição do personagem
Houve uma época em que dificilmente alguém passava perto da Lagoa dos Barros, no litoral norte do Rio Grande do Sul, sem ouvir comentários sobre o monstro da lagoa, ou moradores locais se referirem a ela como a lagoa encantada. As histórias talvez fossem exageradas, para assustar ou deslumbrar as crianças, mas a verdade é que nenhum pescador se aventurava até o centro da lagoa com medo de jamais retornar vivo. A pequena estrada que serpenteava pela margem dos inúmeros lagos existentes na região, ligando Porto Alegre a Osório e ao litoral, criava um clima ideal para que histórias semelhantes nascessem e florescessem, e o aspecto desolado do local não era menos propício, com poucas casas de pescadores, uma vegetação rasteira e ventos soprando sem parar. A construção da Freeway — a grande estrada que facilitou a viagem dos veranistas e que faz parte da BR 101, estendendo-se por todo o litoral brasileiro — aproximou os viajantes ainda mais da lagoa, mas também significou o fim das lendas, espantando tanto os monstros e fantasmas quanto a esparsa população local.
Hoje, a região dos lagos é um ponto turístico bastante procurado, com excelentes passeios de barco, uma vez que todas as lagoas estão interligadas. Partindo das proximidades da cidade de Osório até a lagoa Itapeva, já quase em Santa Catarina, a orla marítima do Rio Grande do Sul está interligada por uma rede de lagoas com cerca de 140 quilômetros de extensão, através de canais mais ou menos extensos e navegáveis. Mas as lendas, ou histórias verídicas, como querem os habitantes locais, têm o estranho costume de persistir, apesar do progresso.
O monstro que se acreditava existir na Lagoa dos Barros nunca foi visto, isso é verdade — aliás, pesquisadores disseram que seria muito improvável alguma criatura de grandes proporções existir no local pois, ao contrário do Lago Ness, na Escócia, famoso pelas histórias sobre o monstro Nelly (que já foi até ‘fotografado’), as lagoas da região são pouco profundas — mas os pesquisadores entendem que as histórias podem ter sua origem nos ventos que assolam a região, em algumas ocasiões fortes o bastante para virar embarcações de porte. Quem já passou pela estrada que margeia as águas deve ter tido uma boa idéia do que o vento é capaz de fazer com um carro. Segundo dizem, as correntes de ar formam um redemoinho no centro da Lagoa dos Barros e a navegação tem de ser feita com muito cuidado. É fato conhecido que, em 1947, um acidente na Lagoa da Pinguela, matou 18 pessoas quando o rebocador Bento Gonçalves — com 15 metros de comprimento e 12 toneladas — naufragou devido aos ventos fortes. Existem até relatos de um rolo de água que se elevaria no centro da lagoa, atingindo altura considerável e fazendo muito barulho — daí o monstro.
Cidade Submersa
Para a folclorista Salma Souza, a raiz de todas as histórias macabras sobre a região está num famoso assassinato que movimentou Porto Alegre em 1940, quando o noivo da jovem Maria Luiza matou-a e jogou seu corpo na lagoa amarrado a uma pedra. Os moradores da região afirmam que, pouco depois, foram encontradas pérolas no local. A pesquisadora diz que aquele era um lugar de descanso para carretas que iam a Porto Alegre, e que as histórias devem ter surgido no meio dos caminhoneiros, espalhando-se lentamente pela região, acrescidas de detalhes macabros e fantasmagóricos.
No entanto, os relatos sobre fantasmas e criaturas estranhas vêm de um tempo bem anterior. Sabe-se que a região já estava ocupada antes de 1773, pois era um ponto estratégico para se proteger as fronteiras da província e para criar gado. Contos fantásticos, de data e origem desconhecida, falam sobre ninfas deslizando pelas lagoas, montadas em corcéis brancos carregados pelo vento. Outra lenda bem persistente, segundo o historiador Guido Muri, refere-se à suposta existência de uma cidade submersa no centro da Lagoa dos Barros. Em tempos de estiagem seria possível ver o topo dos prédios mais altos e, em algumas ocasiões, ouvir o sino da igreja tocando. Não se tem qualquer notícia da existência de uma cidade do gênero nas proximidades, quanto mais em meio às águas. Sabe-se que as lagoas foram formadas há cerca de 5 mil anos, de modo que qualquer construção dentro da lagoa teria de ser anterior a essa época.
Os cientistas não vêem qualquer motivo para tantas histórias, mas os pescadores da região não concordam. Alguns dos relatos mais estranhos — e que certamente nada têm a ver com crimes do passado —, referem-se ao comportamento das embarcações que tentam atravessar a lagoa. Proprietários de barcos, acostumados com os ventos e as dificuldades de cruzar o local, dizem que é possível navegar com certa facilidade até certo ponto, quando os motores param de funcionar, e só podem ser acionados de novo perto da margem. Muitos associam isso ao que acontece com o motor dos automóveis durante a aparição de OVNIs, ainda que não se tenha notícia de qualquer investigação mais profunda nesse sentido. Até onde se sabe, as lendas e mitos são tratados como tais, e simplesmente deixados de lado.
O litoral norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região das lagoas, não é conhecido pelos avistamentos de OVNIs. É verdade que, nos anos 60, um OVNI que aterrissou na praia de um dos balneários mais conhecidos do estado, em frente à sede social de um clube. Dezenas de pessoas testemunharam o fato e marcas de queimadura foram encontradas na areia, mas, fora isso, tal fenômeno não costuma acontecer na região. Por outro lado, muitos falam de uma embracação fortemente iluminada que, a altas horas da noite, cruza a Lagoa dos Barros em todos os sentidos.
Fantasmas
Algumas lagoas da região, como a da Pinguela, foram reduto de escravos africanos e seus descendentes, aos quais se atribuem muitas histórias, algumas envolvendo os próprios escravos.
O pesquisador Dante de Laytano referiu-se a um acontecimento na Lagoa Negra, próxima à da Pinguela. Fugindo dos maus tratos do patrão, um escravo escondeu-se numa mata próxima à lagoa e acabou se enforcando numa árvore. Suicídio ou não o fato é que, depois disso, várias testemunhas observaram luzes percorrendo as matas e as águas. Canoas brancas também são vistas navegando em vários sentidos, como se a perseguição ao fugitivo se repetisse eternamente.
As pessoas falam de uma aparição que surge em algumas ocasiões, chorando, gritando ou simplesmente cantando, como se mudasse de humor conforme o dia. É um tipo de acontecimento que, no mínimo, está de acordo com o que pesquisadores já verificaram nas casas assombradas: os espíritos repetem constantemente as ações que levaram a um determinado acontecimento trágico.
A Lagoa da Pinguela também é palco de estranhos acontecimentos relacionados a escravos. Em 1835, quando se iniciava a Revolução Farroupilha, proprietários de terra, temendo perder tudo o que possuíam, mandaram dois escravos esconder seu ouro — mas a canoa em que a fortuna era transportada naufragou. Logo surgiram histórias sobre fantasmas, que podem ser vistos em dias claros deslizando pela lagoa. Os relatos sobre bolas de fogo também eram constantes na região — bolas que se deslocariam sobre a lagoa rumo a uma ilha próxima ao local do naufrágio. As bolas luminosas geralmente estão associadas a um fenômeno conhecido como fogo fátuo, bastante comum no Rio Grande do Sul e diretamente associado à lenda do boitatá. Isso poderia até mesmo explicar a existência das misteriosas luzes, apesar das lagoas não estarem numa região pantanosa, mais propícia para o fogo fátuo.
A Mulher de Branco
Outra história que surge nas lagoas da Pinguela e dos Barros tem ligação com o já citado assassinato de Maria Luiza. Dois moradores da região afirmaram ter encontrado uma mulher de branco à noite, perto da lagoa. Quando foram em sua direção, um vento fortíssimo começou a sacudir as árvores, chegando a arrancar pedaços do solo. De repente, a figura sumiu sem deixar nenhum vestígio. Outra história sobre a mulher de branco surgiu em 1958, quando dois caminhoneiros a viram andando na beira da estrada que margeava a Lagoa dos Barros, à noite. Estranhando encontrar uma mulher sozinha naquela hora — fato ainda mais incomum se levarmos em consideração a época em que ocorreu — eles pararam para investigar, mas a figura desapareceu. As histórias sobre visões da mulher de branco continuam se repetindo até hoje, às vezes assustando muito as pessoas
A Lagoa dos Barros também tem histórias sobre um barco, todo iluminado, que surge do nada nas noites mais escuras, e sobre a estranha aparição de dois misteriosos padres nas margens da lagoa. Essas lendas são bastante conhecidas pelos habitantes da região e visitantes mais assíduos, mas jamais receberam a devida atenção de quem investiga o paranormal. Mesmo que realmente não passem de meras lendas, a pesquisa seria, no mínimo, uma emocionante aventura em um dos lugares mais interessantes do Brasil.

Estatísticas
| Total da pilhagem: | 36.206,24 Quilo de carne |
| Vítimas mordidas (link): | 14 |
| Combates: | 711 |
| Vencidos: | 191 |
| Derrotas: | 520 |
| Empates | 0 |
| Ouro ganho: | ~ 13.000,00 ![]() |
| Ouro perdido: | ~ 7.000,00 ![]() |
| Danos causados: | 21426 |
| Danos sofridos: | 128941 |
Atributos de Senhor dos Lobos:
| Nível do personagem: | Nível 17 |
| Força: | ![]() (30) |
| Defesa: | ![]() (29) |
| Agilidade: | ![]() (29) |
| Resistência: | ![]() (30) |
| Habilidade: | ![]() (22) |
| Experiência: | ![]() (1554|1445) |
As estatísticas da página ancestral Senhor dos Lobos
| Desafios tentados: | 0 |
| Desafios bem sucedidos: | 0 |
| Desafios perdidos: | 0 |
O guarda de Senhor dos Lobos
| Gênero de guarda: | Cão de Caça |
| Nome do guarda: | Cão |
| Ataque: | ![]() (22) |
| Defesa: | ![]() (20) |
| Resistência: | ![]() (20) |
Dados do perfil
| Sexo: | masculino |
| Idade: | 15-20 Ano |
| Localidade: | --- |
| Número ICQ: | --- |
| MSN Messenger: | tiago.costa.reis@hotmail.com |
| Yahoo: | --- |
| Nome AIM: | --- |
| Jabber | --- |
| Skype | --- |
Arena
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