Lobisomem Senhor dos Lobos
Lobisomem Clan

Foi criado por The Demolidor2 24.06.2007 às 16:41:59
Clan:
Descrição do personagem
Houve uma época em que dificilmente alguém passava perto da Lagoa dos Barros, no litoral norte do Rio Grande do Sul, sem ouvir comentários sobre o monstro da lagoa, ou moradores locais se referirem a ela como a lagoa encantada. As histórias talvez fossem exageradas, para assustar ou deslumbrar as crianças, mas a verdade é que nenhum pescador se aventurava até o centro da lagoa com medo de jamais retornar vivo.

A pequena estrada que serpenteava pela margem dos inúmeros lagos existentes na região, ligando Porto Alegre a Osório e ao litoral, criava um clima ideal para que histórias semelhantes nascessem e florescessem, e o aspecto desolado do local não era menos propício, com poucas casas de pescadores, uma vegetação rasteira e ventos soprando sem parar. A construção da Freeway — a grande estrada que facilitou a viagem dos veranistas e que faz parte da BR 101, estendendo-se por todo o litoral brasileiro — aproximou os viajantes ainda mais da lagoa, mas também significou o fim das lendas, espantando tanto os monstros e fantasmas quanto a esparsa população local.

Hoje, a região dos lagos é um ponto turístico bastante procurado, com excelentes passeios de barco, uma vez que todas as lagoas estão interligadas. Partindo das proximidades da cidade de Osório até a lagoa Itapeva, já quase em Santa Catarina, a orla marítima do Rio Grande do Sul está interligada por uma rede de lagoas com cerca de 140 quilômetros de extensão, através de canais mais ou menos extensos e navegáveis. Mas as lendas, ou histórias verídicas, como querem os habitantes locais, têm o estranho costume de persistir, apesar do progresso.

O monstro que se acreditava existir na Lagoa dos Barros nunca foi visto, isso é verdade — aliás, pesquisadores disseram que seria muito improvável alguma criatura de grandes proporções existir no local pois, ao contrário do Lago Ness, na Escócia, famoso pelas histórias sobre o monstro Nelly (que já foi até ‘fotografado’), as lagoas da região são pouco profundas — mas os pesquisadores entendem que as histórias podem ter sua origem nos ventos que assolam a região, em algumas ocasiões fortes o bastante para virar embarcações de porte. Quem já passou pela estrada que margeia as águas deve ter tido uma boa idéia do que o vento é capaz de fazer com um carro. Segundo dizem, as correntes de ar formam um redemoinho no centro da Lagoa dos Barros e a navegação tem de ser feita com muito cuidado. É fato conhecido que, em 1947, um acidente na Lagoa da Pinguela, matou 18 pessoas quando o rebocador Bento Gonçalves — com 15 metros de comprimento e 12 toneladas — naufragou devido aos ventos fortes. Existem até relatos de um rolo de água que se elevaria no centro da lagoa, atingindo altura considerável e fazendo muito barulho — daí o monstro.

Cidade Submersa

Para a folclorista Salma Souza, a raiz de todas as histórias macabras sobre a região está num famoso assassinato que movimentou Porto Alegre em 1940, quando o noivo da jovem Maria Luiza matou-a e jogou seu corpo na lagoa amarrado a uma pedra. Os moradores da região afirmam que, pouco depois, foram encontradas pérolas no local. A pesquisadora diz que aquele era um lugar de descanso para carretas que iam a Porto Alegre, e que as histórias devem ter surgido no meio dos caminhoneiros, espalhando-se lentamente pela região, acrescidas de detalhes macabros e fantasmagóricos.

No entanto, os relatos sobre fantasmas e criaturas estranhas vêm de um tempo bem anterior. Sabe-se que a região já estava ocupada antes de 1773, pois era um ponto estratégico para se proteger as fronteiras da província e para criar gado. Contos fantásticos, de data e origem desconhecida, falam sobre ninfas deslizando pelas lagoas, montadas em corcéis brancos carregados pelo vento. Outra lenda bem persistente, segundo o historiador Guido Muri, refere-se à suposta existência de uma cidade submersa no centro da Lagoa dos Barros. Em tempos de estiagem seria possível ver o topo dos prédios mais altos e, em algumas ocasiões, ouvir o sino da igreja tocando. Não se tem qualquer notícia da existência de uma cidade do gênero nas proximidades, quanto mais em meio às águas. Sabe-se que as lagoas foram formadas há cerca de 5 mil anos, de modo que qualquer construção dentro da lagoa teria de ser anterior a essa época.

Os cientistas não vêem qualquer motivo para tantas histórias, mas os pescadores da região não concordam. Alguns dos relatos mais estranhos — e que certamente nada têm a ver com crimes do passado —, referem-se ao comportamento das embarcações que tentam atravessar a lagoa. Proprietários de barcos, acostumados com os ventos e as dificuldades de cruzar o local, dizem que é possível navegar com certa facilidade até certo ponto, quando os motores param de funcionar, e só podem ser acionados de novo perto da margem. Muitos associam isso ao que acontece com o motor dos automóveis durante a aparição de OVNIs, ainda que não se tenha notícia de qualquer investigação mais profunda nesse sentido. Até onde se sabe, as lendas e mitos são tratados como tais, e simplesmente deixados de lado.

O litoral norte do Rio Grande do Sul, incluindo a região das lagoas, não é conhecido pelos avistamentos de OVNIs. É verdade que, nos anos 60, um OVNI que aterrissou na praia de um dos balneários mais conhecidos do estado, em frente à sede social de um clube. Dezenas de pessoas testemunharam o fato e marcas de queimadura foram encontradas na areia, mas, fora isso, tal fenômeno não costuma acontecer na região. Por outro lado, muitos falam de uma embracação fortemente iluminada que, a altas horas da noite, cruza a Lagoa dos Barros em todos os sentidos.

Fantasmas

Algumas lagoas da região, como a da Pinguela, foram reduto de escravos africanos e seus descendentes, aos quais se atribuem muitas histórias, algumas envolvendo os próprios escravos.

O pesquisador Dante de Laytano referiu-se a um acontecimento na Lagoa Negra, próxima à da Pinguela. Fugindo dos maus tratos do patrão, um escravo escondeu-se numa mata próxima à lagoa e acabou se enforcando numa árvore. Suicídio ou não o fato é que, depois disso, várias testemunhas observaram luzes percorrendo as matas e as águas. Canoas brancas também são vistas navegando em vários sentidos, como se a perseguição ao fugitivo se repetisse eternamente.

As pessoas falam de uma aparição que surge em algumas ocasiões, chorando, gritando ou simplesmente cantando, como se mudasse de humor conforme o dia. É um tipo de acontecimento que, no mínimo, está de acordo com o que pesquisadores já verificaram nas casas assombradas: os espíritos repetem constantemente as ações que levaram a um determinado acontecimento trágico.

A Lagoa da Pinguela também é palco de estranhos acontecimentos relacionados a escravos. Em 1835, quando se iniciava a Revolução Farroupilha, proprietários de terra, temendo perder tudo o que possuíam, mandaram dois escravos esconder seu ouro — mas a canoa em que a fortuna era transportada naufragou. Logo surgiram histórias sobre fantasmas, que podem ser vistos em dias claros deslizando pela lagoa. Os relatos sobre bolas de fogo também eram constantes na região — bolas que se deslocariam sobre a lagoa rumo a uma ilha próxima ao local do naufrágio. As bolas luminosas geralmente estão associadas a um fenômeno conhecido como fogo fátuo, bastante comum no Rio Grande do Sul e diretamente associado à lenda do boitatá. Isso poderia até mesmo explicar a existência das misteriosas luzes, apesar das lagoas não estarem numa região pantanosa, mais propícia para o fogo fátuo.

A Mulher de Branco

Outra história que surge nas lagoas da Pinguela e dos Barros tem ligação com o já citado assassinato de Maria Luiza. Dois moradores da região afirmaram ter encontrado uma mulher de branco à noite, perto da lagoa. Quando foram em sua direção, um vento fortíssimo começou a sacudir as árvores, chegando a arrancar pedaços do solo. De repente, a figura sumiu sem deixar nenhum vestígio. Outra história sobre a mulher de branco surgiu em 1958, quando dois caminhoneiros a viram andando na beira da estrada que margeava a Lagoa dos Barros, à noite. Estranhando encontrar uma mulher sozinha naquela hora — fato ainda mais incomum se levarmos em consideração a época em que ocorreu — eles pararam para investigar, mas a figura desapareceu. As histórias sobre visões da mulher de branco continuam se repetindo até hoje, às vezes assustando muito as pessoas

A Lagoa dos Barros também tem histórias sobre um barco, todo iluminado, que surge do nada nas noites mais escuras, e sobre a estranha aparição de dois misteriosos padres nas margens da lagoa. Essas lendas são bastante conhecidas pelos habitantes da região e visitantes mais assíduos, mas jamais receberam a devida atenção de quem investiga o paranormal. Mesmo que realmente não passem de meras lendas, a pesquisa seria, no mínimo, uma emocionante aventura em um dos lugares mais interessantes do Brasil.







Estatísticas
Total da pilhagem: 36.206,24 Quilo de carne
Vítimas mordidas (link): 14
Combates: 711
Vencidos: 191
Derrotas: 520
Empates 0
Ouro ganho: ~ 13.000,00 Ouro
Ouro perdido: ~ 7.000,00 Ouro
Danos causados: 21426
Danos sofridos: 128941
Atributos de Senhor dos Lobos:
Nível do personagem: Nível 17
Força: (30)
Defesa: (29)
Agilidade: (29)
Resistência: (30)
Habilidade: (22)
Experiência: (1554|1445)
As estatísticas da página ancestral Senhor dos Lobos
Desafios tentados: 0
Desafios bem sucedidos: 0
Desafios perdidos: 0
O guarda de Senhor dos Lobos
Cão
Gênero de guarda: Cão de Caça
Nome do guarda: Cão
Ataque: (22)
Defesa: (20)
Resistência: (20)
Dados do perfil
Sexo: masculino
Idade: 15-20 Ano
Localidade: ---
Número ICQ: ---
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